Naica – A caverna dos cristais gigantes

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Em 2000, durante uma perfuração dentro da Mina de Naica – onde é feita a exploração de chumbo, prata e zinco -, a 300 metros de profundidade, os irmãos Juan e Pedro Sanchez descobriram a “Cueva de los Cristales“, uma caverna diferente de todas as outras, repleta de cristais gigantes.

 O maior dos cristais possui 11 metros de comprimento e 4 de diâmetro, pesando 55 toneladas. 

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As Cavernas encontram-se a mais de 300 metros de profundidade e para chegar até lá são necessárias roupas especiais, capazes de suportar o intenso calor. Ali, a temperatura do ar é maior que 55 graus Celsius e a umidade ultrapassa 90%, fazendo a sensação térmica ultrapassar a temperatura da água em ebulição. As Cavernas dos Cristais Gigantes são um dos locais mais extremos do planeta.

O intenso calor no interior da caverna é produzido pela proximidade de uma câmara de magma incandescente localizada alguns quilômetros abaixo do local. Entrar ali sem uma proteção especial pode ser fatal em menos de 15 minutos, o que torna obrigatório o uso de trajes similares aos usados pelos astronautas. Mesmo com a proteção térmica, o terranautas – como são chamados os exploradores – só podem permanecer no interior da caverna por no máximo 45 minutos.

“Não estamos no espaço exterior, mas no espaço interior”, disse o explorador George Kourounis, que participou da expedição às Cavernas dos Cristais Gigantes entre 3 e 6 de setembro de 2009.
Kourounis é um dos mais ativos exploradores científicos do mundo e seus trabalhos são amplamente veiculados em canais especializados como Discovery Channel, National Geographic, BBC, entre outros. O explorador também conhecido como “Caçador de Tempestades”, por organizar expedições em busca de tornados.

Os cristais do interior das cavernas são formados de selenita, uma espécie de gesso cristalizado amplamente usado na fabricação do vidro ou como aditivo para solos pobres. Algumas peças cresceram ali durante meio milhão de anos, em uma solução de água quente saturada de minerais e durante todo esse tempo a temperatura da água permaneceu praticamente constante, aquecida pela câmara vulcânica abaixo das cavernas.

 

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