Resina Âmbar

Ficha Técnica do Âmbar

  • Dureza: 2 – 2,5
  • Cor: Amarelo-claro, amarelo-dourado, amarelo-mel, laranja, vermelho, marrom até negro, amarronzado, azulado, esverdeado.
  • Materiais de Origem: Carbono, Hidrogênio, Oxigênio, Enxofre.
  • Formas Existentes: Pedra bruta, lapidada, pêndulo, pingente, cordão.
  • Locais onde é encontrada: Dinamarca, Suécia, Rússia.

O âmbar é uma resina fóssil muito usada para a manufatura de objetos ornamentais. Embora não seja um mineral, às vezes é considerado e usado como uma gema.

Sabe-se que as árvores (principalmente os pinheiros) cuja resina se transformou em âmbar viveram há milhões de anos em regiões de clima temperado. Nas zonas cujo clima era tropical, o âmbar foi formado por plantas leguminosas.

Desde a pré-história, as regiões banhadas pelo Mar Báltico são a principal fonte de âmbar. Acredita-se que o material foi utilizado desde a Idade da Pedra. Foram encontrados também objetos de origem báltica nos túmulos egípcios datando 3200 a. C. Outra pista importante foram objetos encontrados na Escandinávia que eram utilizados por vikings dos anos 800 até 1000 d. C.

O nome vem do arábico anbar, provavelmente através do espanhol, porém esta palavra referia-se originalmente a ambargris, a qual é uma substância animal completamente distinta do âmbar amarelo. O âmbar verdadeiro tem sido chamado às vezes de karabe, uma palavra da derivação oriental significando “o que atrai a palha”, em alusão ao poder que o âmbar possui de adquirir uma carga elétrica pela fricção. Esta propriedade, observada primeiramente por Thales de Miletus, sugeriu a palavra “eletricidade”, do grego elektron nome aplicado, entretanto, ao âmbar e a uma liga de ouro e prata.

O âmbar é chamado também de electrum, sucinum (succinum), e glaesum ou glesum por escritores latinos. Em hebreu arcaico hashmal significar âmbar, embora o hebreu moderno use a palavra i’nbar, inspirada do árabe. A palavra em alemão é Bernstein.

Durante o século 13, os Cavaleiros Teutônicos controlaram a produção do âmbar na Europa, proibindo sua coleta desautorizada das praias na costa do Báltico, sob sua jurisdição, punindo infratores desta ordem com a morte.
O âmbar báltico (alguns chamam de verdadeiro) libera na destilação seca ácido succínico cuja emanação aromática, algumas vezes irritante, se dá principalmente a este ácido nas variedades opaco pálidas ou ósseas, numa proporção aproximada de 3 a 8% da massa total. A diferença de outros similares de outras regiões do planeta é justamente a quantidade emanada de ácido succínico. Outras resinas fósseis denominadas frequentemente de âmbar não contêm o referido ácido, ou somente uma proporção muito pequena. Foi por este motivo que o professor J. D. Dana propôs o nome succinite somente para o âmbar báltico.

Geralmente em trabalhos científicos o termo específico para o âmbar báltico é “ambar prussiano”.

O chamado succinite é encontrado como nódulos irregulares em uma areia glauconítica marinha, conhecida como terra azul, ocorrendo no início do período oligoceno na região de Sambia no Mar Báltico, no Kaliningrad Oblast, onde é explorado até a atualidade.

A Resina Âmbar remonta aos primórdios da humanidade. Os gregos chamavam-no de pedra dos elétrons. Já que com uma fricção com um pano se carregava eletrostaticamente e ficava magnetizado. Entre os povos árabes, ela era portada como amuleto, a fim de afastar os maus espíritos e proporcionar a mais verdadeira alegria. Os ciganos dizem que se fixarmos o olhar numa pedra de âmbar em direção à lua cheia, veremos o rosto do futuro amor.

Há cerca de 3.000 anos existem histórias sobre o Âmbar, ele é apontado entre as pedras curativas mais cobiçadas. Portado sobre a pele, alivia praticamente todas as espécies de moléstias da pele e alergias. Colocado próximo ao pescoço, minora as dores da nova dentição (para crianças). Alivia moléstias dos músculos e ossos.

Indicações:

Artrite, reumatismo, gota, artrose, dores nas costas, doenças das juntas e sistema nervoso, órgãos da respiração, bexiga, vesícula biliar, pele, cabeça, fígado, estômago, rins, ouvidos, costas, plexo solar, dentes.

O Âmbar foi sempre encarado como pedra solar inspiradora que desperta em nós a alegria de viver. Traz luz e calor para o nosso bem-estar e oferece uma irradiação fresca e alegre. Fortalece a capacidade de decidir e ajuda nos casos de irresolução e depressão.

Na meditação, contribui para a abertura  do plexo solar, liberando o caminho para o interior, o que faz com que sintamos sua suave penetração.

Indicações: Libertação, sucesso, vida dos negócios, sensação de liberdade, motivação, parceria, potência sexual, proteção, autoconfiança, fluxo de calor.

Espécimes envoltos

Muitas peças encontradas contém além de espécimes vegetais em seu interior belamente preservados, também numerosos insetos, aranhas, anelídeos, crustáceos e outros organismos minúsculos que foram envoltos quando a exudação era fluídica.

Na maioria dos casos a estrutura orgânica desapareceu, deixando somente uma cavidade oca. Porém, pelos, penas, fragmentos de madeira, (com os tecidos bem-preservados pela impregnação da resina), flores e frutos foram encontrados ocasionalmente em perfeito estado.

Às vezes o âmbar retém a forma de gotas e de stalactites, às vezes na forma como ele saiu dos dutos e dos receptáculos das árvores feridas. O desenvolvimento anormal da resina foi chamado succinosis.

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Impurezas
As impurezas são frequentemente mais recentes, em especial quando a resina caiu sobre à terra, de modo que o material foi contaminado. Excepcionalmente ocorreu um envernizamento, quando o âmbar impuro é chamado de firniss.

Os cercos de piritas podem dar uma cor azulada ao âmbar. O âmbar preto é chamado de jet sonte. O âmbar ósseo deve sua opacidade à bolhas de ar minúsculas.

Fontes:
Esse post foi editado bom base em pesquisas científicas em livros e locais de extração da Resina.
Principal Livro:  Prevenções e Cura com Pedras – Karl Stark e Werner E. Meier.

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Autor do Post: Suzana Perez / ArtStones

2 thoughts on “Resina Âmbar

  1. Valdivino Pereira Pnto says:

    Interessante, obter informações sobre o ambar. Seve até para aulas de história, biologia, fisica e quimica, alem de geografia. Para quem é professor nas aréas.

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